terça-feira, 20 de maio de 2014

Mudar o Destino

                As pessoas saíram para a rua com a intenção de expressar suas opiniões, de abrir os olhos dos outros, de mostrar ao governo que não se está satisfeito com a situação atual. A partir de cartazes, cânticos, mostraram a concepção que tinham.
                Criado um evento nas redes sociais, mais de 500.000 pessoas confirmaram presença. Elas se encontrariam na Praça do Ciclista, exatamente às 18 horas.
                Nesse horário já havia lá cerca de 100.000 pessoas, porém cada vez chegava mais. Ao perceber que eram poucos os que usavam máscaras pretas em seus rostos, muitos exclamaram: “isso! Já estava na hora de um protesto em paz!”. Eles não sabiam o que esperavam aquela noite.
                Os cantos que se sobressaiam sob a multidão eram: “vem, vem pra rua contra o governo”, “só olhar não adianta” e “enquanto a bola rola não tem escola”.
                Quando estava no meio do caminho, tiveram manifestantes que saíram correndo, foram poucos os que perceberam o que estava por acontecer. Em volta daquelas milhares de pessoas formava-se uma barreira militar, não havia mais saída. Havia também policiais armados, pessoas que os enfrentaram para tentar sair, nem perceberam que levaram um tiro, morrendo instantaneamente.
                Foi jogado gás éter e, em alguns minutos todo aquele povo já estava desmaiado no chão. Alguns que mesmo assim resistiram tiveram o mesmo destino dos outros.
                Em nossas mentes não temos sequer uma dúvida dessa realidade. Talvez pelo numero de pessoas que apoiavam os protestos houve uma ilusão acerca disso. Não importa quantas pessoas estejam lá, que não desistam por nada desse desejo pela mudança. Não há modo de mudar esse poder que o governo tem, eles vão mandar em nós por ainda muitas décadas, e não teremos com alterar esse destino.

-Amanda Jacobs


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