Me acostumei a não ter tempo para nada,
ter que estudar muito e ainda sim tirar no máximo a média. Essa escola exige
muito mais da gente, e isso é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom porque teremos
muito mais facilidade para enfrentar o Ensino Superior, o trabalho, a
vida. Ruim porque não temos tanto tempo para ler, assistir séries, ou sair com
os amigos.
Nossas vidas passam a ter como cenário
principal a Fundação Liberato. Se você não se dá bem com isso, é melhor sair.
Eu gosto muito. Gosto da escola, das pessoas, da equipe de gincana, do curso,
etc. Às vezes me sinto triste por estudar muito, muito, e não conseguir as
notas que necessito. Mas ao lembrar que no início, no primeiro trimestre,
estava mal em praticamente todas as matérias, completamente deslocada e
perdida, o meu estado atual é excelente.
A maioria dos meus colegas e amigos se
sentem assim. E, pra mim, esse é o mais legal de estudar na Liberato. Passamos
por tudo isso juntos. A adaptação, o cotidiano, a rotina, todos nós nos
entendemos, e somente nós entendemos. Eu tenho muitos amigos na escola, e
pretendo fazer ainda mais amigos. Eles entendem quando fico muito triste ao
tirar uma nota baixa, ou incrivelmente feliz por conseguir tirar apenas a
média, coisa que não aconteceria se estudasse em outro lugar. Quando eu estava
no fundamental, ficava muito triste por tirar "só" a média. Mas
nós nos acostumamos com isso, é difícil tirar mais que a média na Liberato. Às
vezes ficamos extraordinariamente felizes por tirarmos um 5, pois precisávamos
muito desses pontos.
Acredito que todos nós, bixos, já nos adaptamos na escola, apesar
de estarmos com medo do terceiro trimestre. Todos dizem que é um um tanto
quanto apavorante, muitos alunos precisando de uma nota muito alta para serem
aprovados, e com muito pouco tempo para conseguir isso. Eu tenho medo de ser
reprovada, apesar de não precisar tirar muito mais que a média no terceiro
trimestre para que isso aconteça. Mas só o que resta é tentar, estudar muito, e
principalmente, não desistir.
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